sábado, 18 de setembro de 2010

The Way He Made Me Feel - Parte 3

Quando voltamos ao hotel, John Draper, ou “Tour Manager”, veio comigo e me acompanhou pra pagar a conta do hotel. Enquanto estávamos na recepção, Miko Brando saiu do nada e começou a gritar do fundo da garganta dele: “Como você se atreve a fazer aquilo com o Michael?”, ele gritou. “Sua vadia, sua p... desgraçada o que você fez? Como você se aproveita dele daquele jeito em frente a todas aquelas pessoas?”. Ele continuou falando obviamente, sem ter idéia de que eu e Michael havíamos combinado tudo previamente. Foi tão sem noção.

O empresário de Michael, Frank Dielo, passou por ali. Depois de todo show, ele vinha me dá um tapinha no ombro, me chamando pra falar como o show tinha sido bom. Naquela noite, ele não me falou nada, e no lugar deu um olhar mais sombrio que eu jamais havia visto. Até hoje não tenho idéia do porquê daquilo tudo que fiz ter sido tão terrível, mas aquele foi um fim da turnê pra mim. Eu não fui chamada quando a Bad Tour seguiu para as outras cidades.

A Sheryl Crow [que fazia back vocal] tomou o meu lugar.
Eu fui embrora e chorei muito – por perder a oportunidade e por perder Michael. Sua Mãe, Katherine, também não entendia o que tinha acontecido. Ela, mais tarde me convidou para ir à casa dos Jacksons em Encino, e conversamos muito. Ela me contou que quando estávamos gravando o vídeo, Michael havia perguntado a ela o que ele deveria fazer comigo. Ela havia contado tanto que gostava de mim e que ele estava se apaixonando por mim. Ela falou pra ele se expressar, pra falar mais dos sentimentos dele.

Ele nunca me falou nada parecido, apesar de que outras pessoas que o rodeavam – guarda-costas, secretarias, produtores terem me falado. A única explicação que eu posso imaginar é que os empresários de Michael podem ter me visto como uma ameaça. A Bad Tour foi uma das mais promoções que mais fizeram sucesso na carreira dele, e as pessoas que trabalhavam com ele não queriam estragar tudo – especialmente através de uma relação com uma garota que eles mal conheciam.

Talvez, eles imaginaram que eu fosse uma fã louca, que se imaginava sendo amante de um superstar. Michael havia feito o vídeo de “Dirty Diana”, com uma estória similar. Pra mim, no entanto, os sentimentos sempre tinham sido mútuos. Eu me sentia muito bem com ele. Talvez, também, eu tenha sido inocente, ou ter me enganado muito com as coisas que aconteceram entre eu e Michael. Mesmo que isso tenha acontecido, eu sempre me comportei de uma maneira totalmente profissional. Infelizmente, ter sido despedida da turnê teve horríveis repercussões para mim, tanto psicológica como profissionalmente.

Espero um dia poder deixar essa experiência para trás e continuar, mas por anos ela tem me perseguido. Certamente ela ilustra como o “Show Business”, dinheiro e cobiça podem separar duas pessoas que se gostam muito.




Pate 1, 2 e 3
créditos ao blog THE ESSENTIAL

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Saraiva