segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pai de Michael Jackson Contribuiu Para a sua Morte

Há dois anos, morria Michael Jackson, em sua mansão de Los Angeles, nos Estados Unidos. Sua inesperada partida deste mundo fez com que muitos se lembrassem destas palavras de Jesus: “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate da sua alma?” (Mc 8.36,37).

Em certo sentido, Michael ganhou o mundo todo. Mas, onde está a sua alma? Embora tudo leve a crer que ele tenha partido sem a certeza da vida eterna, não me arrisco a dizer que esteja no Hades. Somente o Rei dos reis sabe o que aconteceu nos últimos instantes da vida do “rei do pop”. Lembra-se do infrator arrependido, salvo aos “45 minutos do segundo tempo” (Lc 23.33-43)?

Mas o falecimento precoce de Michael deixou para nós algumas lições. A primeira é de que o homem não conhece o futuro nem pode impedir os desígnios de Deus. Em uma entrevista, Jackson declarou, referindo-se aos shows que pretendia realizar em Londres, Inglaterra, em 2009: “Até julho”. Ele só esqueceu de acrescentar: “se Deus quiser” (Tg 4.13-15).

Outra lição: o dinheiro, a fama, a genialidade, o carisma, o talento, a popularidade e a quantidade de amigos e fãs não trazem a verdadeira felicidade e a certeza da vida eterna. Jackson era uma pessoa triste, vazia, carente, que buscava ser feliz mudando a aparência com cirurgias plásticas, as quais o deixaram irreconhecível.

Na verdade, o que Michael Jackson precisava, prioritariamente, era de uma transformação interior, pela qual obtivesse de Cristo a “esperança da glória” (Cl 1.27). Ele possuía um vazio que somente a graça de Deus poderia preencher. Mas ele precisava também de carinho paterno.

A insatisfação do “rei do pop” com a sua aparência começou na infância. Seu pai - um homem avarento, ganancioso e aproveitador -, além de roubar a infância do próprio filho, o “incentivava” a cantar batendo no seu rosto e xingando-o de macaco.

Em Provérbios 22.6, está escrito: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. Quando uma criança é maltratada pelo próprio pai, dificilmente será feliz e normal. Já está comprovado pela ciência que maus tratos na infância podem alterar até mesmo os genes de uma pessoa.

Insensível, o pai de Michael Jackson aproveitou-se da morte do filho para ganhar mais dinheiro: passou a cobrar para dar entrevistas. Ele se vangloriava de ter elevado o menino ao estrelato. Entretanto, foi também o principal responsável pelas permanentes esquisitices e infelicidade do filho.

O pai de Michael, que conhece a Palavra de Deus, devia ter atentado para Efésios 6.4: “pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4). Afinal, um dia, na eternidade, todos os pais prestarão contas a Deus...

Quanto a mim, espero receber a minha recompensa, ao lado de meu honrado pai, naquele grande Dia, em que a promessa do Senhor se cumprirá: “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra” (Ap 22.12).

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Saraiva