terça-feira, 14 de maio de 2013

Michael Jackson 'parecia doido' e não terminava ensaios, diz coreógrafo

  

O cantor Michael Jackson parecia "doido" e nunca conseguiu ensaiar um show inteiro de sua futura turnê "This is it", que começaria duas semanas depois de sua morte em 2009, disse em juízo o coreógrafo Travis Payne, nesta terça-feira (14).

Quando uma advogada da promotora de eventos AEG Live, que organizava a turnê, perguntou se "Michael ensaiou um show completo do início ao fim" Payne respondeu "não".

"Alguém estava preocupado com isso?", insistiu a advogada Jessica Stebbins Bina. "Alguns, sim", afirmou Payne.

Referindo-se a Kenny Ortega, o diretor da turnê que trabalhava com Michael durante os ensaios no Staples Center de Los Angeles, Payne contou: "Houve um momento em que Ortega mandou Michael para casa (...) Em uma outra vez, Michael teve de se sentar, foi envolvido com cobertores e trouxeram o aquecedor para perto dele".

O artista "podia fazer pedaços do show, mas não o show inteiro", confirmou o coreógrafo, acrescentando que pensou que Michael estivesse gripado e que sua atuação ao vivo seria melhor.

"Às vezes, nos ensaios, Michael parecia um pouquinho doido, sob influência de alguma coisa", completou o principal coreógrafo do espetáculo, que lembrou ter visto o astro "grogue" em sua residência, em Holmby Hills. "Não parecia ele mesmo", comentou.

Ao ser interrogado pelo advogado de acusação, Brian Panish, Payne descreveu Paris, a filha de 14 anos do artista, como "maternal".

"Era uma jovenzinha muito protetora, muito inteligente e esperta, com entendimento completo das operações da casa (...) Me impressionou, porque parecia muito maior", disse Payne, acrescentando que Paris era mais extrovertida do que seus irmãos Prince, de 16, e Blanket, de 11.

"Ela cuidava de detalhes como a temperatura da casa e o quê todos queriam para jantar', completou. Já "Blanket era tímido, estava sempre com o pai".

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Saraiva